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R. Benjamin Constant, 141 Centro, Lages - SC
Teatro Municipal Marajoara

Histórico

Construção iniciada em 1945 e inaugurada 18 de novembro de 1947 foi idealizada pelo Senhor Mario Augusto de Souza, o Cine Teatro Marajoara coincide com o ciclo econômico extrativista da araucária. A cidade necessitava de novos símbolos que expressassem não só os momentos econômicos e políticos. Representando na época um simbolo de modernidade arquitetônica e cultural, revestindo-se assim como uma obra de importância histórica para a Cidade de Lages.

Arquitetura

Com linhas simples e detalhes rebuscados, a arquitetura do prédio foi caracterizada pelo estilo art deco, com detalhes inspirados na arte indígena das tribos da Ilha de Marajó, que viveram na foz do amazonas, no período pré-colonial de 400 a 1400d.C.

A caracteristica do estilo Marajoara está visível nos elementos exóticos, nas mascáras em alto relevo, principalmente nas reproduções dos vasos cerâmicos da Ilha de Marajó.

Tombamento

Tombado como Patrimônio Histórico em 1997, através da resolução do Compac Nº 003/1997, passou a ser Teatro Municipal em 1999 sendo hoje o principal palco das grandes apresentações culturais da cidade.


Fundador Mario Augusto de Sousa

Autor/Fonte: Desconhecido

Nascido em 17 de março de 1894, em Vila Real, Trás-os-Montes, Portugal, Mário Augusto de Sousa veio para o Brasil em 1912, aos 18 anos. Seus pais, Francisco José e Felizarda e a única irmã, Amélia da Conceição, permaneceram em sua terra natal e não mais se viram pessoalmente. As cartas e telefonemas amenizavam as saudades.

Inicialmente moro no Rio de Janeiro, trabalhando no Comércio como representante comercial. Mais tarde, residiu em Curitiba e posteriormente em São Paulo, trabalhando na empresa Souza Cruz. Foi numa de suas viagens a serviço, mais precisamente a Blumenau, que veio a conhecer a lageana, Gelsa Cândida de Andrade, de tradicional família de Lages, com quem se casou em 1924. De Blumenau fixaram residência em Botucatu SP, quando nasceu o primogênito e resolveram mudar-se para Lages, cidade natal dos Andrade.

Em Lages, Mário Augusto de Sousa iniciou sua trajetória cultural. Foi professor de violino, violoncelo e piano. Mário Augusto de Sousa viveu intensamente e com muito amor pelo que acreditava com fervor: em Deus, na família e na cultura. Seu coração era voltado para o progresso da humanidade, enfatizando sempre a educação, com bons exemplos e cultuando a inteligência e o talento inerente em cada pessoa. Era firme em suas convicções e na fé. Como convém à educação portuguesa, zelava pelos seus e educava seus filhos com responsabilidade e com limites. E como exemplo de austeridade e simplicidade, era devoto de São Francisco de Assis.

Em sua trajetória cultural, Mário Augusto de Sousa, a convite do Cel. Caetano Vieira, que conhecia o seu potencial, arrendou em 1927, o Teatro Municipal, antigo teatro São João, localizado na Praça João Costa, adquirindo do Sr. Domingos Valente (pai do Mingotinho), seu anterior administrador, os aparelhos e máquinas. Na época foram efetuadas diversas melhorias no interior do teatro, em sua poltronas e camarotes.

Adquiriu também, motor próprio para luz. Naquela época ainda não se conhecia o cinema falado e os filmes eram acompanhados por uma orquestra sob a batuta do próprio Mário Augusto de Sousa. As sessões eram apresentadas nas quartas, sábados e domingos, num único horário, às 20h.

Também aconteciam no Teatro Municipal festas beneficentes e apresentações de grandes artistas da época, um deles, Batista Junior, pai da cantora Linda Batista, que era ventríloquo e possuía uma companhia de bonecos. Anos mais tarde, Mário Augusto de Sousa adquiriu aparelhos para projetar o cinema falado.

Também a convite do Cel. Caetano Costa, trabalhou como editor e diretor no jornal local, Correio de Lages. Edições da época foram encadernadas e pertencem a família de seu filho Paulo Andrade de Sousa.

Em 1936, sua empresa denominou-se Empresa Mário Sousa.

Com a demolição do Teatro Municipal em 1938, o cinema transferiu suas máquinas e móveis para a Casa Santo Antônio, cedida pelos padres franciscanos, antiga Cúria, onde funciona hoje a Escola da Fundação Cultural.

Em dezembro de 1939, nova mudança no cenário artístico vivido por Mário Sousa, com a inauguração do Cine Teatro Carlos Gomes, idealizado e projetado por ele, em homenagem ao grande poeta brasileiro, compositor e músico, Carlos Gomes. Para sua inauguração, foi encomendado ao Sr Agostinho Malinverni Filho, uma pintura à óleo do homenageado, que ficava imponente na sala de espera da casa de espetáculos, para administração de seus frequentadores.

No teatro Carlos Gomes, os lageanos assistiram entre outros êxitos memoráveis, Procópio Ferreira, Iracema de Alencar, Renato Viana e seu famoso Teatro Anchieta, Joracy Camargo, autor e ator, Palmeirim, Ranata e Yolanda Fronzi com suas inesquecíveis operetas, concertos de piano, de violino, de canto e variedades.

A cidade crescia, seu desenvolvimento aumentava com segurança e suas comunicações traziam o progresso. Mário Augusto Sousa, sentiu a necessidade de um novo teatro e cinema. Novos ideias e projetos deste audacioso empreendedor, surgindo então, o Cine Teatro Marajoara, inaugurado em novembro de 1947, pela Empresa Mário Augusto de Sousa, acrescida agora de novos sócios. A nova casa de espetáculos oferecia à cidade de Lages, grande e moderno cine-teatro, que obteve manifestações de aplausos e admiração por todo o território nacional, cultuando acima de tudo o povo de Lages, cujos registros se encontram em Álbum da Empresa, acervo da família Andrade de Sousa.

No cine teatro Marajoara, o teatro marcou uma época de novos e inesquecíveis sucessos artísticos e culturais, dos quais destacamos os nomes de, Bibi Ferreira, Sílvio Vieira, Alice Ribeiro, Artur Bochino e Arnaldo Rebelo, Coral e Orquestra Sinfônica de Blumenau.

Em junho de 1965, já aposentado das suas funções empresariais, Mário Augusto de Sousa recebeu por decreto da Câmara de Vereadores e sancionado por lei, pelo Prefeito Wolny Della Rocca, o título de cidadão lageano. As homenagens aconteceram em setembro do mesmo ano, no Cine Teatro Marajoara, com a presença de familiares e convidados. Em seu discurso de agradecimento Mário Augusto de Sousa deixa claro que jamais buscou projeção para seu nome ou feitos e seu intuito era dividir com sua cidade e população todo conhecimento e talento que recebeu da bondade de Deus, e fez questão de citar rápida nominata daquelas pessoas ilustres que o acolheram e acreditaram na sua capacidade empresarial e cultural. Em suas palavras de encerramento, Mário Augusto de Sousa destaca: “Cultuemos sempre o passado. Isto significa honrar os nossos pais e nossas mães. Deles tudo recebemos: a vida e os meios necessários para prosseguirmos a grande marcha, no sentido da realização não só dos nossos objetivos pessoais, como, acima de tudo, da construção da grande Pátria comum”.

Na administração do Dr. Décio Ribeiro foi inaugurada na Fundação Cultural, antigo Fórum, uma sala para apresentações culturais, cuja placa com o título SALA MÁRIO AUGUSTO DE SOUSA, se encontra afixada em frente a mesma.

Mário Augusto de Sousa faleceu em setembro de 1977, deixando um grande legado cultural à cidade que muito amou e adotou por sua, desde que aqui chegou em 1925.

Rodrigo dos Santos

Operador de Iluminação

Équilas Fernando Moraes Cruz

Operador de Som

Maria Linda Allegretti Silva

Auxiliar Administrativo

Alberto Werner Neto

Técnico Administrativo

Jane Ribeiro da Silva

Auxiliar de Serviço Gerais

Fabiano Tortelli

Coordenador

Palco

  • Dimensões:
  • Lugares: 472
  • Largura: 14m
  • Profundidade: 11m
  • Boca de Cena: 11,60m x 6,00m
  • Procênio: 1,30m
Palco do Teatro Marajoara

Fale Conosco

  • Teatro Municipal Marajoara
  • Rua: Presidente Nereu Ramos, 64. Centro - Lages, SC / CEP: 88502-170