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I Lages Matsuri evidencia a cultura japonesa e lota o Parque Jonas Ramos

23/07/2018

Evento que comemorou os 110 anos da imigração japonesa no Brasil mostrou a importância das parcerias entre organizações da sociedade civil e o poder público

 

O sábado (21 de julho) ficará marcado como a data em que Lages conheceu a cultura japonesa mais de perto. Cerejeiras coloridas, mais de três mil origamis decorando o Parque Jonas Ramos, shows, oficinas e milhares de pessoas deram sua contribuição e homenagens aos 110 anos de imigração japonesa no Brasil, e desta vez um dos locais de celebração no país foi em Lages.

Os preparativos começaram em 2017, quando membros da Associação Cultural Nipo Brasileira de Lages (ACNBL) procuraram a Fundação Cultural de Lages (FCL) e apresentaram a ideia de em 2018 relembrar a chegada de japoneses no país há 110 anos. As tratativas foram aumentando e as duas entidades perceberam que um evento simples, com poucos recursos poderia ser organizado – assim nasceu o Lages Matsuri.

Para o presidente da ACBNL. Gilberto Massashi Ide, a pretensão não era realizar algo tão grandioso como foi. “Não tínhamos ideia de tanta gente circulando no Tanque, tirando fotos, participando das oficinas e dos shows. E o Lages Matsuri também foi possível com a parceria e apoio de muitas pessoas, daqui de Lages e das comunidades de Curitibanos e Frei Rogério”, comenta.

A Fundação Cultural de Lages foi parceira no evento, e junto com as Secretarias de Meio Ambiente e Serviços Públicos, Semasa, Seplan, Diretran e o Centro Ambiental Ida Schmidt organizaram a logística para o Lages Matsuri. As Polícias Militar e Civil e o corpo de Bombeiros também colaboraram.

Shows, oficinas, música, artes marciais, gastronomia típica e costumes

Da programação cultural do Lages Matsuri, a atração mais concorrida pelo público foi o grupo de Taiko Sakura Daiko que conta com membros de Curitibanos e Frei Rogério. Foram três apresentações e uma oficina rápida que deu a chance aos lageanos de aprenderem um pouco sobre os tambores japoneses. Danças japonesas, demonstração de espadas (Iai do) também ocuparam a tarde de sábado em palco instalado no Tanque. Cada apresentação era detalhadamente explicada e aplaudida. O judô e o karatê também fizeram parte da programação.

As oficinas de mangá, origami e bonsai, bem procuradas pelo público, foram realizadas na Biblioteca Carlos Dorval de Macedo, que durante a semana foi a sede das equipes da ACBNL e da Fundação Cultural para que a montagem da estrutura do Lages Matsuri fosse organizada.

A praça da alimentação instalada na quadra de esportes ofereceu sushi, tempurá, pastel japonês e teve lotação máxima durante todo o dia. Com artigos japoneses, chineses e coreanos, um bazar oriental formou filas assim como os pontos de alimentação.

No final da tarde, 40 barquinhos com velas acesas foram soltos no lago. Esses barquinhos são chamados de Tooro Nagashi, e representam os entes queridos e os antepassados. “Foi também a forma de agradecer a presença de todos e quem sabe desejar que logo possamos nos ver novamente”, contou Gilberto Massashi Ide.

Para o superintendente da FCL, Giba Ronconi, o sucesso do Lages Matsuri se deve a muito trabalho em equipe. “Tivemos um grande exemplo de como podemos realizar através da parceria. A ACNBL nos procurou e democraticamente definimos como realizar o evento e as responsabilidades de cada um”, finaliza.

 

Foto: Fom Conradi