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Aula inaugural marca lançamento do núcleo do Lages Melhor na comunidade do Salto Caveiras

29/06/2018

“Pode ser que no futuro não tenhamos artistas de expressão, mas temos a certeza que estamos auxiliando no processo de construção da cidadania das pessoas"
— , prefeito Antonio Ceron

 

Na tarde desta quinta-feira (28 de junho), na sede de campo do Sindicato dos Profissionais em Educação de Lages (Simproel), o prefeito Antonio Ceron e o superintendente da Fundação Cultural de Lages (FCL), Giba Ronconi, oficializaram o início das aulas do Projeto Lages Melhor no Salto Caveiras. Na ocasião, o presidente da associação de moradores da localidade, Saulo dos Reis, e a moradora Maria de Lourdes Apolinário Ramos representaram toda a comunidade daquele distrito. As aulas de balé e violão serão no Centro de Educação Infantil, e serão ministradas pelos instrutores Kelvin Roger e Éder Goulart, que no lançamento fizeram aulas inaugurais para crianças e familiares presentes.

Para o prefeito Ceron, a comunidade do Salto entra para o ciclo dos objetivos a serem atingidos pela prefeitura com o Projeto Lages Melhor. “Estamos trazendo cultura para essa localidade e com isso estamos investindo nas pessoas. Pode ser que no futuro não tenhamos artistas de expressão, mas temos a certeza que estamos auxiliando no processo de construção da cidadania das pessoas”, afirmou.

O Núcleo Salto Caveiras é a sétima unidade de formação artística coordenado pela Escola de Artes da Fundação Cultural de Lages. Para o instrutor de balé, Kelvin Roger, trabalhar em uma comunidade do interior é uma oportunidade única. ”Vai ser uma experiência desafiadora, pois acredito que o primeiro passo é falar sobre música para as crianças, principalmente sobre o balé clássico que talvez seja desconhecido para eles. Como profissional praticar esse trabalho aqui no Salto Caveiras só incrementa nossa experiência”, ressaltou.  

Um candidato a violeiro de 76 anos

O Lages Melhor não é um projeto com limite de idade. Na comunidade do Salto já há uma boa quantidade de alunos matriculados para as aulas de violão do instrutor Éder Goulart. No lançamento realizado nesta quinta-feira, em meio a crianças de diversas idades estava um jovem senhor de 76 anos empunhando um violão Giannini 16. Até poderia se imaginar que Célio de Souza Ramos estava ali para acompanhar algum neto matriculado para as aulas. Mas o impressor de gráfica já se mostrava orgulhoso por ter aplicado o primeiro acorde, Ré maior, no violão emprestado pelo seu vizinho. Seu Célio disse que nunca tocou nenhum instrumento, apenas gosta da boa música sertaneja, mas lembra da única vez em que uma canção lhe rendeu dinheiro. “Costumavam me chamar para churrascos e lembro que me colocaram em cima de uma mesa e cantei a música “Martírio”, tirei o chapéu e as pessoas foram depositando dinheiro. Coloquei um pouco no bolso e o resto paguei umas cervejas para os amigos”, lembrou.

Sobre as aulas de violão, Seu Célio diz modestamente que vai tentar aprender. “Vamos ver no que dá!”, disse empolgado.

 

Foto: Greik Pacheco - PML